Este espaço nasce da curiosidade que tenho pela fotografia amadora. Como tal, aqui estão os meus "rabiscos fotográficos". Para que as fotos não apareçam, assim despidas, somente com a sua própria imagem, resolvi vesti-las com alguns pequenos poemas que vou rabiscando por aí.

segunda-feira, 21 de março de 2011

A Noite

Castelo Branco – Centro à noite



Tenho fascínio pela noite.
Luzeiros trémulos,
candeeiros suspensos,
cortinas que se escondem
nos quartos ausentes,
onde só o amor,
consegue quebrar
todas as correntes.
A noite é fascínio,
encantamento.
É feitiço, é choro e pranto,
queixa e lamento.


Fotografia e texto: Victor Gil

quarta-feira, 16 de março de 2011

Sonhos

Serra da Estrela, vista de Castelo Branco


Sonhos!
Quimeras que se perdem,
entre as janelas entreabertas,
que ficam para lá das serras,
dos montes, dos vales,
onde invento pequenos rastos.
Ainda os procuro em vão,
no coalhado das neves,
ou nas estrelas cadentes,
que se perdem na escuridão.


Fotografia e texto: Victor Gil

sexta-feira, 11 de março de 2011

Medo do Amor

Castelo Branco - Entardecer


Não tenho medo de amar,
tenho medo é do amor.
Como um fogo que devora,
numa chama quente,
num frio ardente,
destrói quando vai embora
e o corpo sente.
E fica como uma silhueta
na tarde que acontece,
sem choro mudo ou medo,
como ave abandonada,
sem ninho, colo ou aconchego.


Fotografia e texto: Victor Gil

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tranquilamente

Castelo Branco - Ribeira da Sra. de Mércoles


Tranquilamente como um regato,
demoras o rosto
sobre o meu braço entorpecido.
O sorriso é sereno.
Teus olhos se acendem,
entre a face trigueira,
aonde uns lábios dizem,
que o teu corpo afogueia.
Entre as árvores sem folhas,
já o vento vagueia.


Fotografia e texto: Victor Gil

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Reflexos

Castelo Branco - Barragem de S. Martinho


Entre as rochas mais duras,
também florescem as plantas.
Entre o papel branco,
as folhas imperfeitas,
reflectem os desejos.
Entre os devaneios,
surgem as paixões,
que se completam de beijos.


Fotografia e texto: Victor Gil

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Devaneio Poético

Rio Ponsul – Ponte Romana


Os poetas,
são como rios sem cama,
rebentando os leitos,
devastando as margens.
São palavras que se desatam,
são desvarios,
quimeras e anseios.
Ou apenas são passagens?


Fotografia e texto: Victor Gil

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Gaivotas

Gaivotas – Tejo


Que o vento te leve a gaivota,
as asas de uma canção,
os beijos que traçam a rota
dos atalhos da paixão.
E nos castelos de poeira,
que derrubamos pedra a pedra,
montando um corcel alado,
entre os vastos oceanos,
leve o amor, o sonho e o fado.


Fotografia e texto: Victor Gil